The Book of Shadows: A Modern Woman’s
Journey Into the Wisdom of Witchcraft and the
Magic of the Goddess, de Phyllis Curott
(1998).
The Wiccan Mysteries: Ancient Origins and
Teachings, de Richard Grimassi (1997).
O Livro Completo de Bruxaria de
Buckland, de Raymond Buckland (1986).
Wicca - Guia Essencial da Bruxa
Solitária, de Scott Cunningham (1990).
A lista é infindável. Quando você leva as
produções de mídia, romances cativantes e livros
sobre bruxaria a um público sedento
espiritualmente, o resultado é um constante
progresso da magia negra. Se duvida, acesse http://www.walmart.com e verifique os
livros sobre bruxaria [“Wicca”]. Você
ficará chocado. Não se deixe enganar: a bruxaria Real Wicca está crescendo
mundialmente.
Mas há uma série de romances e filmes que
excede a todos em popularidade e controvérsia: Harry Potter. A maioria dos pais vê os
livros de Potter (escritos pela britânica Joanne
Kathleen Rowling) como entretenimento
inofensivo, sem maiores preocupações. Certamente
não vêem nenhuma conexão sutil (ou perigosa)
entre Harry e a Wicca (bruxaria).
Outros sim; de fato, estão seguros de que as
forças espirituais ocultas se escondem nessas
divertidas páginas de magia. Há uma forte
polêmica em torno de Harry Potter,
tanto na sociedade secular como entre os
cristãos. Estão os romances de Rowling
incentivando o interesse dos adolescentes em
bruxaria? “Não sejam tolos!”, exclamam aqueles
que apóiam Potter. “Abram os olhos!”, replicam
os críticos de Potter. Quem está certo?
A pottermania
Desde seu lançamento nos EUA, em 1998, os
primeiros cinco romances de Rowling (estão
programados sete)— Harry Potter e a Pedra
Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta,
Harry Potter e o Prisoneiro de Azkaban, Harry
Potter e o Cálice de Fogo e Harry Potter e a
Ordem da Fêni-— venderam mais de 250
milhões de exemplares em 200 países e 60
idiomas. Para aumentar o entusiasmo da
pottermania, a gigante de Hollywood, Warner
Brothers, Inc., comprometeu-se fazer de cada
romance de Harry Potter um filme de
longa-metragem. Três filmes já foram lançados e
quatro estão a caminho. Conclusão: Harry está no
mundo todo.
A série de Rowling é composta de romances de
ficção repletos de ação com seqüências altamente
imaginativas, que narra as aventuras de um
menino-feiticeiro órfão chamado Harry Potter
que, quando adolescente, freqüenta a Escola
Hogwarts de Bruxaria e Magia para melhorar suas
habilidades feiticeiras, na preparação de
encontros fatais com o “maior feiticeiro das
trevas de todos os tempos: Lorde Voldemort”.6
Enquanto Harry se prepara para a escola de
feiticeiros, ele compra livros-texto de
ocultismo, uma varinha mágica, um caldeirão
(para misturar poções), um telescópio (para
estudar astrologia) e outros materiais básicos
de feitiçaria. Algumas matérias obrigatórias na
Hogwarts são: História da Magia, Adivinhação,
Feitiços, Herbologia, Poções e Transfiguração.
Em cada história, Voldemort tenta matar Harry,
mas o menino-feiticeiro sempre escapa valendo-se
das técnicas aprendidas na Hogwarts, lançando
feitiços, contando com a sorte ou ajudado pelos
seus falecidos pais.
Ao final de cada ano escolar, o jovem
feiticeiro retorna tristemente para sua casa a
fim de passar os meses de verão com seus
parentes, os Dursley, uma entediante família que
representa o perfeito enfado. Os Dursley são
classificados como Muggles, ou
não-feiticeiros, pessoas sem “uma gota de sangue
mágico em suas veias”.7 Todos os livros de
Potter retratam tipicamente os Muggles como um grupo quieto e entediado (com poucas
exceções), enquanto as bruxas e os feiticeiros
que têm acesso a poderes sobrenaturais são
“legais”.
Inofensivo ou
destrutivo?
Esse é o ponto principal de Harry
Potter — pelo menos aparentemente. A grande
polêmica é se esses romances e filmes são um
entretenimento inofensivo, ou se estão
despertando o desejo de crianças e adultos de
explorar a verdadeira bruxaria. Pessoalmente
acredito no último argumento. Eis a razão:
Primeiro, os livros de Harry Potter estão sendo lidos por crianças ao redor do
mundo, e a bruxaria está crescendo entre elas.
Conquanto isso não seja uma prova de que Harry
estimule o interesse em bruxarias, parece-me
ingênuo não discernir nenhuma conexão entre
ambos.
Segundo, embora os livros de Harry
Potter estejam repletos de elementos
fictícios e apatetados, eles contêm também
muitas referências a pessoas reais, lugares
reais e práticas reais realizadas por
feiticeiros reais em toda a Terra. A própria
Rowling admitiu publicamente que um terço de
suas publicações está baseado no ocultismo
real.8
Isso é fácil de provar. Além de mencionar
lugares reais como Grã-Bretanha, Londres,
estação do metrô Kings Cross, Brasil,
Egito, França, Albânia, Austrália, Irlanda,
Bulgária, Uganda, Escócia, Noruega, Luxemburgo e
Estados Unidos,9 cita ocultistas reais como
Nicolas Flamel10 e Aldabert Waffling,11
instrumentos reais de ocultismo como vara
mágica, caldeirões, bola-de-cristal e folhas
para chá, os livros de Harry Potter estão repletos de referências a práticas reais
como lançar feitiços, numerologia, ler sorte,
adivinhação, astrologia, quiromancia, amuletos,
etc. Entretanto, aqui está o engodo: Rowling
mescla constantemente essas referências com
elementos absurdos e imaginários para criar uma
aparência inocente (é assim que os livros passam
furtivamente pelos radares). Contudo, um fato
claro permanece: todas essas práticas são reais
e realizadas por bruxas reais em toda parte.
Como prova, simplesmente pesquise a seção de
ocultismo de qualquer grande livraria.
Terceiro, independentemente do que os
defensores de Potter alegam, a verdadeira
filosofia da bruxaria está inserida em Harry
Potter. Por exemplo, a dicotomia feita por
Rowling de mágicos versus Muggles — humanos sem poderes mágicos —
que estabelece a estrutura da série Potter,
reflete o que as bruxas verdadeiras crêem.
Silver Ravenwolf, autora de best-sellers sobre bruxaria, em seu
conhecido livro de não-ficção Teen Witch:
Wicca for a New Generation, especifica como
crença fundamental da bruxaria:
“Reconhecemos uma profundeza de poder bem
maior que o aparente à pessoa comum... Todos
possuem essas capacidades, mas a maioria não as
utiliza e alguns as temem. Bruxas e outras almas
iluminadas esforçam-se para fortalecer esses
dons naturais”.12
Essa doutrina-chave da bruxaria é,
essencialmente, o mesmo ensino encontrado no Harry Potter. “Reconhecemos uma
profundeza de poder,” escreve Ravenwolf, “bem
maior que o aparente à pessoa comum”. Rowling
transmite esse conceito quando seus escritos
qualificam todas as pessoas comuns de Muggles. Ravenwolf afirma: “Alguns
temem esses poderes”. Isso é exatamente o que um
dos professores de Harry Potter, de Hogwarts,
diz sobre os Muggles.13 A editora de
ocultismo de Ravenwolf é a “Publicações
Llewellyn”, de St. Paul, Minnesota.
Curiosamente, no Harry Potter e a Ordem da
Fênix, Rowling usou o nome da editora de
Ravenwolf — Llewellyn — como a designação da ala
de um hospital! Veja você mesmo:
“Arthur Weasley?”, diz a bruxa, deslizando
seu dedo sobre uma longa lista à sua frente.
“Sim, primeiro andar, segunda porta à direita,
ala Llewellyn”.14
Quarto, as evidências demonstram que as
crianças ficam interessadas em bruxaria
verdadeira como resultado de Harry
Potter. Caso relevante: a Federação Pagã é
uma bem-organizada promotora inglesa de
bruxaria. Logo depois de a série de Rowling ter
atingido as Ilhas Britânicas, a federação
começou a receber “uma enxurrada de consultas”
solicitando detalhes de sua religião. Eles
atribuíram isso ao “sucesso dos livros Harry
Potter”.15 Uma publicação britânica, This Is London, relatou os fatos num
artigo sério intitulado: “Os fãs de Potter se
volvem à bruxaria”. O responsável pela
comunicação da federação, Andy Norfolk,
testemunha: “Em resposta às crescentes
indagações dos mais novos, nomeamos um
responsável pelos jovens... Isso está,
provavelmente, relacionado a coisas como Harry Potter, Sabrina — Aprendiz de
Feiticeira, e Buffy, a
Caça-Vampiros. Cada vez que um artigo de
bruxaria aparece, temos um grande aumento de
chamadas, principalmente de meninas”.16
“Os fãs de Potter se volvem à bruxaria”, “o
sucesso dos livros de Harry Potter”,
“relacionado a coisas como Harry
Potter”, “um grande aumento de chamadas,
principalmente de meninas”, fornecem evidências
convincentes, pelo menos àqueles dispostos a ver
sua importância.
A Bíblia e a bruxaria
Vamos agora para a Palavra de Deus. Existe um
diabo de verdade? Os que lidam com bruxarias não
acreditam nisso. Silver Ravenwolf e outros
autores de bruxaria pensam que Satanás é uma
invenção enganosa da imaginação dos cristãos.
Entretanto, a Bíblia diz claramente: “E foi
expulso o grande dragão… que se chama diabo e
Satanás, o sedutor de todo o mundo; sim, foi
atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”
(Apocalipse 12:9). Satanás não apenas existe,
mas é “o sedutor de todo o mundo”.
Nas Escrituras, a feitiçaria não é algo
imaginário. Moisés advertiu: “Não se achará
entre ti… nem adivinhador… nem feiticeiro... nem
mágico”, pois “ isso é abominação ao Senhor”
(Deuteronômio 18:10-12). Paulo classifica as
“feitiçarias” como “obras da carne” (Gálatas
5:19, 20), e João prediz claramente que os
“feiticeiros” terão seu destino final “no lago
que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda
morte” (Apocalipse 21:8). Isso é muito
grave.
Porque Satanás existe e porque a verdadeira
bruxaria e feitiçaria se originam nele, a
pergunta-chave é: quão provável é que o próprio
Satanás nada tenha a ver com a série mais
popular já escrita, que retrata bruxaria, poções
e feitiços como brincadeiras legais para as
crianças? Paulo escreveu: “Não lhe ignoramos os
desígnios” (II Coríntios 2:11). Não nos deixemos
enganar. Ao retratar a bruxaria como algo
divertido, Harry Potter insensibiliza
os jovens para os perigos do ocultismo. Isso é
plano do inimigo.
João escreveu: “Todas as nações foram
seduzidas pela tua feitiçaria” (Apocalipse
18:23). Esse verso não-fictício alerta que a
feitiçaria real procedente de um diabo real vai,
de fato, enganar nações reais no final dos
tempos. Não deveríamos levar a sério a
advertência do Senhor? Não deveríamos fugir de
toda a forma de bruxaria, inclusive da versão
mais moderna do chamado entretenimento
inofensivo? Não deveríamos guiar nossas crianças
à verdade que se encontra nas Escrituras?
Deuteronômio 18:9 afirma que não deveríamos
nem “aprender” acerca das práticas pecaminosas
do ocultismo. Como saudável alternativa, Jesus
diz: “Aprendei de Mim, porque Sou manso e
humilde de coração; e achareis descanso para a
vossa alma” (Mateus 11:29). Ele é a alternativa
para a bruxaria!
*Steve Wohlberg é orador e diretor de Endtime Insights Radio and TV Ministry,
e pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia de
Templeton Hills, em Templeton, Califórnia. Seu
novo livro Hour of the Witch: Harry Potter,
Wicca Witchcraft, and the Bible explora
amplamente esses temas e pode ser adquirido na
Endtime Insights ou Adventist Book Centers. Para
contatar o Pastor Wohlberg ou conhecer melhor
seu trabalho, visite o site http://www.endtimeinsights.com.
REFERÊNCIAS
1. All Things Considered, da
National Public Radio, relatado por Barbara
Bradley Hagerty: “New Religion in America:
Alternative Movements Gain Ground With
Flexibility, Modernity…Part 4: Teens and Wicca.”
13 de maio de 2004. Disponível no site
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=1895496.
2. Ver
http://tv.yahoo.com/tvpdb?id=1807777356&d=tvi&cf=0.
3. Ver
http://www.witchcraft.org/video/buffy.htm.
4. Ver
http://www.witchcraft.org/video/charmed.htm;
http://www.tvtome.com/Charmed/ (website
oficial).
5. Ver
http://disney.go.com/witch/main.html.
6. J. K. Rowling, Harry Potter e a Câmara
Secreta, (Scholastic, Inc., 1999), p. 4.
7. _______, Câmara Secreta, p.
3.
8. Entrevista de Rowling no The Diane
Rehm Show, WAMU, National Public Radio, 20
de outubro de 1999, disponível no site
http://www.wamu.org.
9. Rowling, Cálice de Fogo, pp.
62-64.
10. ________, Pedra Filosofal, p.
297; Richard Abanes, Harry Potter and the
Bible: The Menace Behind the Magick (Camp
Hill, Pennsylvania: Horizon Books, 2001), p. 26;
Ver também Maurice Magree, Magicians, Seers,
and Mystics (Kessinger Publications, 1997),
disponível no site http://
www.alchemylab.com.
11. _______, Pedra Filosofal, p. 66;
Abanes, p. 28; Leslie A. Shepard, Encyclopedia of Occultism and
Parapsychology (Detroit: Gale Research,
1991), pp. 6, 7.
12. Silver Ravenwolf, Teen Witch: Wicca
for a New Generation (St. Paul: Minnesota:
Llewellyn Publications, 2003), pp. 5, 6.
13. Rowling, Prisioneiro de Azkaban,
p. 2.
14. ________, Ordem da Fênix, p. 487
(itálicos acrescentados).
15. Ver o site
http://www.paganfed.demon.co.uk; relatado em This is London, artigo intitulado
“Potter Fans Turning to Witchcraft”, 4 de agosto
de 2000, disponível no site
http://www.thisislondon.co.uk; referência em
Abanes, Harry Potter and the Bible, p.
66.
16. Ibidem.
Visite o site da
revista Diálogo Universitário e
leia mais artigos e entrevistas.