BOLÍVIA: COMUNHÃO EXTREMA PELO CAMINHO DAS NUVENS 
Bolívia, 8 a 12 de maio de 2008
A alegria de alcançar um objetivo era visível nos rostos de 106 rapazes e moças que participaram do projeto: “En Comunión Extrema por el Camiño de las Nubes”. Este grande evento foi organizado pelo Ministério Jovem da Missão Boliviana Central. Um projeto de Comunhão Extrema com Deus através da natureza, numa expedição de sobrevivência e companheirismo. Haviam jovens de diferentes nacionalidades, como bolivianos, peruanos, chilenos, argentinos, mexicanos, colombianos, alemães e brasileiros.
Estes valentes jovens se aventuraram na região montanhosa da província de Tiraque, que está localizada a 4.200 metros de altitude, caminhando até a região tropical da província de Chapare, a 292 metros do nível do mar, no estado de Cochabamba. Muitos desafíos foram vencidos em cinco días de caminhada, e em quase todo o tempo, debaixo de chuva. (8 a 12 de maio 2008).
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É muito difícil de explicar esta experiencia e não tenho palavras para expressar tudo que passamos; mas hoje posso dizer que Deus é meu amparo e fortaleza.
José Luis Chinchilla |
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Na manhã do dia 8, sob um sol radiante, a expedição tinha seu início com dezenas de líderes, com mochilas nas costas, caminhando por entre as montanhas e pequenos lagos gelados de Khomercocha (que traduzido é: Aguas verdes ou Pântano Verde). Ao cair da tarde, chegaram o frío, o vento e a chuva, e o clima mudou completamente.
“Tivemos que passar momentos de muita dificuldade e perigo, mas, a poderosa mão de nosso Criador nunca se apartou de nós. Me sentía seguro quando podía caminhar sem dificuldade, podia extender minha mão para ajudar aos demais companheiros. É muito difícil de explicar esta experiencia e não tenho palavras para expresar tudo que passamos; mas hoje posso dizer que Deus é meu amparo e fortaleza”, disse José Luis Chinchilla.
A caminhada se tornava cada fez mais difícil por causa da umidade relativa do ar, que chegava a 120%; e da temperatura extrema, que variava entre 5 a 8 graus centígrados. A meta era chegar as minas do Limbo até sexta-feira à tarde e ao povoado chamado Palmar, no domingo antes de anoitecer.
Os dois primeiros días foram de muito entusiasmo e alegría por parte de todo o grupo, especialmente dos 16 brasileiros que se encarregaram de motivar a todos com muita música e cantigas de caminhada. As belezas naturais de Khomercocha foram um encanto à parte.
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Somente depois de dois días me dei conta
que a distância e a dificuldade do lugar eram maiores do que esperávamos. Pude ver bem
de perto como Deus nos protege e, como
seus santos anjos nos cobriram com suas asas, nas noites frías e nos momentos de perigo.
Foi necessário muita perseverança para
chegar ao nosso destino.
Benjamín Becerra |
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Entre os bosques de densa neblina, com arvoredos, árvores montanhosas, orquídeas, líquens, musgos, gramíneas, samambaias, pássaros e pequenos animais; a alegría do grupo fazia da trilha (que se tornava cada vez mais selvagem), a atração do momento! Não faltaram oportunidades realmente extremas para que todos praticassem descidas de rapel em locais de grande risco, como por exemplo aonde recentemente ocorreu deslizamento de terra, não havendo outra alternativa senão passar escalando e usando cordas, mosquetões e freio oito; entre aquela mescla de rocha e vegetação densa, que se estendia entre as montanhas inclinadas e escoregadias, próprias do trópico Cochabambino.
Para o jovem Benjamín Becerra, a proteção de Deus foi visível em todos os momentos. “Somente depois de dois días me dei conta que a distância e a dificuldade do lugar eram maiores do que esperávamos. Pude ver bem de perto como Deus nos protege e, como seus santos anjos nos cobriram com suas asas, nas noites frías e nos momentos de perigo. Foi necessário muita perseverança para chegar ao nosso destino”, afirmou.
Os 106 jovens foram divididos em dois grupos menores, e dormíam onde lhes alcançava a noite, sob coordenaçao do líder. Que felicidade descansar depois de um dia inteiro de caminhada!
Logo pela manhã, ao se levantarem todos, a alegría estampada no rosto por estarem vivos e recuperados para continuar a jornada era notável. O primeiro sentimento que vinha a mente era de gratidão pelo cuidado de Deus durante a noite gelada e perigosa. Era então o momento de trocar a roupa seca pela roupa molhada, encarando mais um dia de caminhada, debaixo de chuva e frio!
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Uma das grandes lições que tirei para mim pessoalmente foi que ‘o esforço EXTREMO do ser humano é apenas início da oportunidade que Deus precisa para manifestar seu cuidado
e amor‘ ”.
Derek Lavayen |
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“Comigo aconteceram duas coisas bem extremas: A primeira foi que físicamente exigí do meu corpo uma resistência que jamais imaginei. Senti frio, fome, sede, mal estar, cansaço, etc. Mentalmente me sentía muito fraco. A segunda foi que nos momentos em que meu corpo não aguentava mais sequer dar um passo a frente, compreendi que necessitava extremamente da ajuda de Deus! Nunca orei tanto em minha vida pedindo forças a Deus! Também tive boas oportunidades de agradecer a Deus por tudo, inclusive pelos pequenos tombos que me ajudaram a compreender que Ele está sempre disposto a nos levantar, em todas as circunstâncias da vida. Uma das grandes lições que tirei para mim pessoalmente foi que ‘o esforço EXTREMO do ser humano é apenas início da oportunidade que Deus precisa para manifestar seu cuidado e amor”, explicou Derek Lavayen, coordenador Regional de Desbravadores em Cochabamba.
Todos os días, os líderes do Ministério Jovem realizavam lindas meditações. Estavam presentes o pastor Ivay Araújo, da União Boliviana, e da Missão Boliviana Central, o pastor David Riarte. As mensagens foram sempre ilustradas com objetos ou circunstâncias naturais, de maneira que todos pudessem refletir no poder Criador, Sustentador e Protetor de Deus.
Somente no sábado, por fim a expedição chegou ao Limbo, alcançando a primeira meta; mas ainda restavam forças para continuar. Este foi o momento de agradecer a Deus pelas maravilhas de Sua criação e o seu extremo cuidado até então. Em meio a testemunhos de gratidão e louvor a Deus, os jovens havíam aprendido que as diferenças culturais nao podem ser barreiras, mas que devem ser pontes! Foi um sábado inesquecível para cada um dos jovens participantes.
Muitos aprenderam a compartilhar, respeitar e a conhecer melhor seus companheiros. E foi isto aconteceu com Mary Deghenhart, uma garota alemã, estudante da Faculdade de Educação na Universidade Adventista da Bolivia. “Normalmente, quando caminho gosto de estar em silêncio, porque me sinto bem ouvindo os sons da natureza. Mas, o grupo de brasileiros não aguentava ficar calado, cantavam, falavam, gritavam, ríam e isso me incomodava; foi então que comprendí que tenho que respeitar a maneira de ser das pessoas e me adaptar às circunstâncias e lugar. Fiz muitos amigos durante toda a trilha”, reconheceu.
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Fazer parte deste grupo de líderes nesta caminhada tão desafiadora, me despertou o interesse de buscar a Jesus cada día mais.
Deus continua cuidando de cada um de nós, como cuidou do povo de Israel nas suas jornadas pelo deserto.
Magdiela Berríos |
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Na manhã de domingo, todos se despediram do Limbo, com um clima bem desfavorável, tendo que passar por perigosos precipícios, deslizamentos de terra e grandes abismos que assutavam a qualquer pessoa que se aproximava. Uma vez mais, as cordas e mosquetões foram úteis. A visão de uma linda cachoeira, com mais de 50 metros de altura, caíndo por entre os penhascos, encantou a todos, recobrando o ânimo e a força para proseguir. Ao final do dia, todos estavam completamente exaustos, molhados, com os pés cheios de bolhas e com muita fome. Descansaram à noite, e partiram para o último dia de caminhada, até o ponto de encontro na localidade “El Palmar”, quando emfim passou a chuva que já se estendia por quatro días.
Os minutos se converteram em longas horas para a última etapa do percurso. Somente às 15 horas todo o grupo estava reunido para contar as bençãos e recordações dos cinco días de muita aventura.
Magdiela Berríos, uma jovem dentista contava entusiasmada tudo que havia vivido naqueles 5 dias de aventura. “No trecho que fizemos do Limbo ao Palmar, a chuva não deixava de cair e aceleramos o passo para chegar mais rápido. Quando chegamos a um imenso despenhadeiro, em uma cratera perigosa perguntei a Deus em meu coração: Onde estás? Porque já não tenho mais forças, e o pior é que nao via como passar o penhasco. Foi então que senti a mão de Deus me ajudando a tornar o meu maior desafio na melhor experiência da minha vida. Fazer parte deste grupo de líderes nesta caminhada tão desafiadora, me despertou o interesse de buscar a Jesus cada día mais. Deus continua cuidando de cada um de nós, como cuidou do povo de Israel nas suas jornadas pelo deserto”.
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Depois desta maravilhosa experiência extrema, todos os que tiveram a oportunidade de participar desta expedição estão mais seguros em suas decisões para toda a vida, e poderão dizer com segurança: “Tudo posso em Cristo que me fortalece” (Fil 4:13). Louvado seja o nome de Deus!”
Pastor Ivay Araújo, líder do Ministério Jovem na Bolívia |
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“Ao chegar ao destino final, na tarde de segunda-feira, entre abraços, lágrimas e recordações, pude observar jovens valentes e decididos para alcançar seus objetivos. Pela graca e amor de Deus, todos saíram sem nenhum ferimento ou doença do “Camino de las Nubes”. Não importava a temperatura, nem a umidade relativa do ar; Deus sempre esteve ao lado de cada jovem. Depois desta maravilhosa experiência extrema, todos os que tiveram a oportunidade de participar desta expedição estão mais seguros em suas decisões para toda a vida, e poderão dizer com segurança: “Tudo posso em Cristo que me fortalece” (Fil 4:13). Louvado seja o nome de Deus!”, emocionou-se o pastor Ivay Araújo, de Cochabamba, na Bolívia.
enviado pelo pastor Ivay Araújo